CHRC Talks #3 – Projetos revolucionários dirigido a tratamentos de doenças musculoesqueléticas
As doenças muscoesqueléticas são as doenças mais comuns não letais e com maior fator de incapacidade na população mundial. Esta realidade não se encontra com a priorização necessária por não ser um risco à vida, mas que levanta muita carga na condição de vida das pessoas e que implica uma maior causa para necessidades de reabilitação.
As doenças muscoesqueléticas tem um impacto multidimensional: social, económica e pessoal, potenciando uma fonte de desigualdade social como piores condições de vida, que vai afetar a atividade laboral, a saúde mental, vai potenciar o absentismo, reformas antecipadas, reforma por incapacidade, etc.
Neste momento, os métodos aplicados são insuficientes para combater este problema e é por isso que nesta sessão do CHRC Talks foram convidados vários investigadores do CHRC e da ESS/Instituto Politécnico de Setúbal, responsáveis por dois projetos com métodos revolucionários não só com o objetivo de reduzir o impacto que as doenças musculoesqueléticas têm sobre a população, como apresentam estratégias inovadoras a aplicar com baixo custo e não-invasivas para pacientes que padecem destas doenças.
Ambos os projetos têm como objetivo melhorar as condições de vida dos pacientes que padecem de doenças musculoesqueléticas, dirigindo-se mais para lombalgias, com o objetivo de evitar recorrências de dor, através de ferramentas e estratégias de tratamento não-invasivas com periodicidade recorrente e de testar a sua viabilidade, com intenção de reduzir a carga da doença sobre o paciente e melhorar o impacto económico nos serviços de saúde.
O Projeto Split está dirigido à prática e a relação custo-eficácia na prestação de cuidados a pacientes com dor lombar, através da implementação de um tratamento estratificado inovador de Clínica Geral para Fisioterapia nos cuidados de saúde primários.
O Projeto MyBack tem como objetivo fazer a comparação da efetividade “de um programa personalizado de autogestão para prevenção de recorrências juntamente com a prática usual, relativamente à prática usual isolada, em pessoas que recuperaram de um episódio de lombalgia. Simultaneamente pretende avaliar a aceitabilidade, viabilidade e resultados de uma estratégia de implementação desenhada para facilitar a sua adoção entre utentes e profissionais de saúde.”
Estes projetos foram apresentados pelos investigadores do CHRC e da ESS/Instituto Politécnico de Setúbal, Luís Gomes (Split) e Diogo Pires (MyBack), com a intervenção da investigadora Rita Fernandes que levantou várias questões relacionadas com a sua implementação e as suas potenciais dificuldades em serem integrados no Sistema Nacional de Saúde. Esta sessão teve a moderação da investigadora do CHRC e da ENSP-NOVA, Joana Alves.
Para assistir a todos os pormenores, assista ao vídeo da 3ª sessão do CHRC Talks em https://www.youtube.com/live/oWCmnKnhdd8?si=dFLrMxGZS7d9-JU1